ATENTO A CRISE, prefeito cria projeto de Lei reduzindo seu salário, do vice e de cargos comissionados
01/09/2017 - 10h58 em Região

O prefeito – Marcelo Passuelo (PMDB), durante reunião com vereadores, explicou a situação orçamentária do município e pediu que a Câmara aprove o projeto de Lei que prevê a redução de salários em 20%.

Da assessoria

O cerco da crise econômica no país, afeta cada vez mais os municípios brasileiros. Em Minas Gerais, a queda brusca nas receitas dos municípios, que vem se acentuando mês a mês, obriga prefeitos, a anunciarem pacotes de demissões e redução de salários, em massa. Em Fronteira (MG), o déficit orçamentário (perda de receita), já atingiu cerca de R$ 2,8 milhões, e comprometeu toda estrutura administrativa do município.

Contrariado com a situação, o prefeito de Fronteira – Marcelo Passuelo (PMDB), na tarde de quarta-feira, 30 de agosto, durante reunião, em seu gabinete, com os vereadores: Marcelo Morais (PRB), Edson Bernardes (PR), Carlos Mamed (PSDC), Sérgio Luiz do Nascimento (PDT), Leandro Pineis (PP) e Silvano Motos (PMDB), disse que as demissões e a redução de salários, “infelizmente, são necessárias”, afirmou.

Na ocasião, o presidente da Câmara – Marcelo Morais (PRB) questionou o prefeito e solicitou a ele, que retirasse o projeto de Lei que prevê a redução de seu salário, do vice-prefeito e dos servidores comissionados que ganham a partir de R$ 1.875,00, em 20%, justificando que considera alto o índice de redução. Na sequência, o prefeito respondeu ao presidente da Casa, que se o projeto não for aprovado, na sua totalidade, que haverá mais demissões.

“Não tem como nós reduzirmos esse percentual, uma vez que, além da redução de salários teremos ainda que efetuar mais demissões, para ajustar o índice da folha de pagamento, que ultrapassou os 54%”, explicou o prefeito, que foi categórico ao dizer que se Câmara não aprovar o projeto, “teremos que ampliar o pacote de demissões no município”, assegurou, dizendo que a redução de 20% nos salários, está prevista até o mês de dezembro, “desde que a nossa arrecadação volte ao normal”, explicou Marcelo Passuelo.

A crise

O prefeito disse aos vereadores que em 20 anos, que atuou como servidor público, nunca presenciou uma crise econômica, tão devastadora para o município. Ele ainda ressaltou que essas medidas, as quais são necessárias neste momento, o deixa extremamente triste.

“Jamais gostaria de demitir e nem de reduzir salários, ao contrário, gostaria é de estar corrigindo a perda salarial de nossos servidores e aumentar o ticket alimentação”, lembrou o prefeito, afirmando: “Os nossos servidores já foram castigados ao longo de 12 anos. Mas, esta situação, não nos permite, neste momento, cumprir com nossas propostas de governo para o servidor público. Em 20 anos de prefeitura, nunca presenciei uma situação orçamentária, como a que estamos vivenciando”, lamentou o prefeito, solicitando ainda ao presidente da Casa, que coloque o projeto em apreciação e votação, o mais rápido possível. “Preciso do apoio dos senhores vereadores, caso contrário, a situação poderá piorar”, finalizou.

Fonte:fronteira.mg

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