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Ladrões do Walmart pegam 71 anos de prisão

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Decisão é desta terça-feira, 5; os dois condenados deverão recorrer da sentença presos

Robson Godoy da Silva e Egberto Cardoso dos Santos, dois assaltantes presos pela tentativa de assalto ao Walmart em Rio Preto, em dezembro de 2016, foram condenados a 71 anos de prisão cada um. Pela sentença da juíza da 1ª Vara Criminal, Luciana Cassiano Zamperline Cochito, eles continuam presos até os últimos recursos. Na época, outros três suspeitos foram mortos em confronto com policiais e o sexto criminoso continua foragido.

O roubo fez Rio Preto parar durante a tarde do dia 22 de dezembro de 2016, com o ataque da quadrilha a dois carros-fortes que abasteciam o hipermercado. Na ação, dois policiais militares acabaram feridos durante tiroteio e centenas de pessoas ficaram “presas” no prédio do Walmart.

A sentença foi publicada no sistema do Tribunal de Justiça nesta terça-feira, 5. Os réus foram condenados pelos crimes de organização criminosa, porte ilegal de arma de uso restrito e de uso autorizado, e tentativa de latrocínio, roubo seguido de morte. Os acusados ainda foram enquadrados pelos artigos 70 do Código Penal, aplicado para ações com vários tipos de crimes. “Sem direito a recorrerem em liberdade, recomendando-se na prisão em que se encontram”, afirma trecho da sentença.

Pela sentença da 1ª Vara Criminal, os acusados ainda terão que arcar com uma taxa judiciária de R$ 2,5 mil além do pagamento de 70 dias-multa (cada dia corresponde a cerca de R$ 32). Pela decisão da Justiça rio-pretense, as vítimas do assalto não serão indenizadas. “Deixo de fixar indenização às vítimas por falta de pedido expresso e, por consequência, pela falta do contraditório.” Decisão da Justiça ainda suspende todos os direitos políticos dos condenados. Sentença que não vale para Cleiton Moraes Pereira, único integrante da quadrilha que ainda não foi preso.

Nesta terça-feira, a reportagem tentou falar com os advogados de defesa dos réus. Pelos telefones dos escritórios não obteve contato. O Diário tentou então falar pelos números de celulares de quatro dos seis advogados. A advogada Ingrid Daysi dos Santos foi a única que atendeu e afirmou que não poderia falar sobre a sentença. Segundo Ingrid, apenas o advogado Rubenique Pereira da Silva poderia comentar. Já o celular de Rubenique não atendeu as ligações e nem respondeu a mensagem deixada na caixa postal.

Terror

O crime mobilizou viaturas das polícias Militar, Rodoviária e da Guarda Municipal e fechou as imediações do hipermercado, parte da avenida Alberto Andaló e da rodovia Washington Luís. Houve troca de tiros com a polícia e no meio do tiroteio Pedro Santos Rocha e Luís Tiago Eloy foram mortos. Robson foi preso.

Na ocasião, dois policiais ficaram feridos. O bando estava armado com metralhadoras, fuzis e outras armas de uso autorizado. Durante a ação, cerca de 200 pessoas, entre clientes e funcionários, ficaram reféns dos bandidos por pelo menos duas horas. Nenhum deles se feriu.

Um dia após o crime, Emerson Santana da Costa, envolvido no assalto, também foi morto pela polícia, na casa onde estava escondido, no bairro Setsul. No local, Egberto foi preso.

No dia do crime, a Polícia Militar de Rio Preto recebeu pelo menos 20 trotes. A suspeita é de que as ligações foram para tentar dispersar as forças policiais. Além dos trotes, uma onda de boatos foi espalhada informando que havia um arrastão no Centro da cidade. Isso provocou pânico geral e dezenas de lojas e bancos fecharam as portas.

Fonte: Diário da Região

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